Aprender a amar
O homem, para ser feliz, tem de encontrar resposta para as grandes questões da vida. Entre as questões que afetam o homem em qualquer tempo e lugar, que apelam ao seu coração, que é onde se desenvolve a trama mais importante da sua história, está, inquestionavelmente, a sexualidade.
O homem procura encontrar resposta a perguntas capitais como: que devo fazer para educar a minha sexualidade, para ser dono dela?, pois, por sua vez, o corpo da outra pessoa apresenta-se como reflexo dessa pessoa e também como ocasião para dar rédea solta a um desejo de auto-satisfação egoísta.
- Consideras então a sexualidade um assunto muito importante?
O governo mais importante é o de si próprio.
Se uma pessoa não adquirir o domínio necessário sobre a sua sexualidade, vive com um tirano dentro de si.
A sexualidade é um impulso genérico entre qualquer macho e fêmea. Em contrapartida, o amor entre um homem e uma mulher procura a máxima individualização. E, para que o corpo seja expressão e instrumento desse amor individualizado, é preciso dominar o corpo de modo a que não fique subjugado pelo prazer imediato e egoísta, e, acima de tudo, atue ao serviço do amor. Porque, se não se educar bem a própria afetividade, é fácil que, no momento em que deveria brotar o amor puro, se imponha a força do egoísmo sexual. Visto que, no momento em que a sexualidade deixar de estar controlada, começa a sua tirania.
Como dizia Chesterton, pensar numa desinibição sexual simpática e desdramatizada, na qual o sexo se converte num passatempo bonito e inofensivo, como uma árvore ou uma flor, seria uma fantasia utópica ou um triste desconhecimento da natureza e da psicologia humanas.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
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